Introdução (ou algo que o valha)

Já vou logo avisando.
Não atualizo esse blog com a frequência que vocês merecem, mas quando resolvo escrever uma postagem eu pesquiso o tema com uma dedicação canina e redijo o texto com carinho maternal. Quanto a isso, dizem por aí que só existem 3 certezas na vida: A Morte, o Imposto de Renda e as informações encontradas neste blog (essa última certeza é fruto de um dos meus delírios de grandeza, hehehe).
Espero que encontrem a informação que procuram, que tirem as dúvidas, e que algum dia eu ganhe sozinho na mega sena.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Abaixo-assinado Quiropraxia


Levando em consideração as peculiaridades específicas das profissões da área de saúde regulamentadas em nosso país, considerando em particular a excelência dos cursos de fisioterapia ministrados nas inúmeras faculdades e universidades brasileiras, mas também, ciente da relevância da técnica da quiropraxia no tratamento de determinadas alterações mecânicas do sistema músculo-esquelético e seus efeitos sobre a função do sistema nervoso, a quiropraxia deve ser ministrada em instituições de ensino superior como uma especialização da fisioterapia e não como um curso autônomo.

A quiropraxia é uma especialidade terapêutica física, que pelas suas peculiaridades deve exigir dos profissionais da fisioterapia especialização adicional. E segundo a RESOLUÇÃO Nº. 220, DE 23 DE MAIO DE 2001. do COFFITO - Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, a quiropraxia é reconhecida como especialidade do Fisioterapeuta

Tendo em vista o relatado acima, não se justifica que a quiropraxia seja regulamentada como uma profissão à parte, uma vez que os princípios metodológicos dos procedimentos manipulativos e/ou de ajustamento ósteo-articular, ditos como quiropraxia, estão agasalhados na formação acadêmica do fisioterapeuta.
 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Fisio Toons - Os Pilates do Caribe

 YO-HO-HO E UMA GARRAFA DE RUM ! ! ! ! !

Eu estava procurando algumas imagens de exercícios de Pilates no Google quando me deparei com isso aí em cima. Depois de rachar o bico com a  montagem bizarra, rendi-me ao ridículo e passei a procurar imagens relacionadas a "Pilates of the Caribean". O resultado foi no mínimo curioso.





Até breve Tripulação ! !

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Adolescente faz arremessos de basquete em coma

Em 2008 Maggie Meier, uma adolescente do estado do Kansas, EUA, entrou em coma após sofrer uma convulsão. O diagnóstico apontou como causa um edema cerebral devido a meningoencefalite.
Ela permaneceu em coma por quase 3 meses. De acordo com o jornal “Daily Mail”, certo dia a mãe de Maggie resolveu deixar uma bola de basquete nas mãos da filha enquanto ela estava sentada em uma cadeira de rodas - mesmo comatosa - já que a jovem era uma entusiasta do esporte. Para a surpresa de todos ela simplesmente segurou a bola e a arremessou como se tentasse acertar em uma cesta. Durante a temporada de Maggie no hospital ela repetiu a ação muitas vezes, dando a impressão de que estava acordada e jogando, no entanto, logo em seguida o movimento cessava e ela voltava ao coma

- O ato de fazer arremessos de basquete pode ter sido assimilado como um dos instintos básicos de Maggie. O movimento voltou a ela, mesmo antes de ela ter sido capaz de se levantar ou andar novamente - explicou William Graf, neurologista da adolescente.
Enquanto fazia os arremessos, Maggie muitas vezes parecia estar acordada. Mas voltava adormecer momentos depois. Desde que saiu do estado de coma, a adolescente teve que aprender tudo de novo: ler, andar e até falar. A recuperação total durou quase quatro anos, mas ela não pensa muito nisso.
- Quando estou aqui fora, não penso muito no que passou... Mas quando lembro, penso que foi incrível ter jogado basquete mesmo em coma - disse Maggie, que joga no time da escola.

Fonte:
http://www.dailymail.co.uk/health/article-2105186/Teenager-Maggie-Meier-contracted-brain-disease-pictured-shooting-basketball-hoops--COMA.html

http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/inacreditavel/2012/02/23/295017-adolescente-joga-basquete-mesmo-em-coma

http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/americana-faz-arremessos-de-basquete-mesmo-em-coma-4049553.html

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Exercícios para o tratamento da claudicação intermitente

Olá Fisionautas,
Agora que passou o carnaval, o ano  de 2012 começou oficialmente !
Hoje deixo a tradução livre de mais um artigo da série LEAP (Linking Evidence and Practice- iLigando Evidência e Prática). Este trabalho foi publicado na revista Physical Therapy e quem quiser o original basta acessar este link >>>AQUI<<<<.
Ah! Uma coisa importante:
As informações desta postagem são a tradução de um artigo científico e são direcionadas a estudantes e profissionais da saúde.
Dito isso, vamos ao que interessa


INTRODUÇÃO
A Claudicação Intermitente (CI) é um sintoma da doença arterial periférica caracterizada por dor muscular no membro inferior desencadeada pela atividade física e alividada com o repouso. A dor se desenvolve como resultado do estreitamento do lumen arterial e consequente redução do fluxo sanguíneo. Pacientes com CI podem desenvolver limitações funcionais importantes e são mais propensos a apresentar aterosclerose sistêmica e estão em risco significantemente mais alto de evento cardíaco fatal.
Existem evidências favoráveis quanto ao uso de exercícios para o tratamento da CI. O guideline TASC II (Disponível para download no site http://www.tasc-2-pad.org/Client/EN/index.aspx?Composant=SSRubrique&IDBase=571&Methode=ClientFDetail&Ref=Downloadfulltextguidelines) recomenda um programa supervisionado de caminhadas. Segundo este guideline a velocidade e a intensidade da caminhada devem ser capazes de induzir a claudicação dentro de 3-5 minutos. A caminhada deve ser interrompida quando a dor for graduada em moderada (escore 2 de acordo com a escala subjetiva de dor para sintomas de claudicação; dá uma olhadinha na tabela abaixo) e o paciente deve repousar até a claudicação desaparecer. Após o repouso, o paciente deve reiniciar a caminhada até sentir novamente uma dor moderada. Este guideline recomenda ainda que o programa de caminhada deve começar com ciclos de exercício e repouso de até 30 minutos, podendo progredir até 60 minutos, 3 vezes por semana por 3 meses ou mais. Se o paciente for capaz de caminhar 10 minutos sem induzir dor moderada, a intensidade da caminhada pode ser aumentada.
Fonte: Silva e Nahas, 2002. Disponível para download em: http://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/viewFile/416/469

Os guidelines da American Heart Association e do American College of Cardiology (Disponível para download em: http://www.sirweb.org/clinical/cpg/PADExecSumm.pdf) recomendam os seguintes elementos-chave para um programa de exercícios:
  • Caminhada supervisionada em esteira ou pista em uma intensidade capaz de desencadear os sintomas de claudicação dentro de 3 a 5 minutos (escore de 1 na escala de dor relacionada a claudicação)
  • Caminhar até que a dor seja graduada em moderada (escore de 2 na escala de claudicação), seguida de repouso sentado ou mesmo de pé, até os sintomas desaparecerem
  • Repetir este exercício e ciclos de descanso por 35 minutos de caminhada intermitente.
  • Aumentar o programa de exercícios em 5 minutos por sessão até 50 minutos, 3 a 5 vezes por semana por um mínimo de 12 semanas.
De acordo com uma revisão da Cochrane publicada em 2000 (Abstract disponível => clique AQUI), indivíduos com CI que participaram de um programa de exercícios conseguiram caminhar percursos maiores sem sentir dor quando comparados a indivíduos que receberam placebo ou cuidados ususal. Uma busca atualizada da literatura foi realizada em 2008 por Watson et al (Abstract disponível =>  clique AQUI) e os achados do trabalho original da Cochrane foram confirmados.

MENSAGEM IMPORTANTE:

As evidências sugerem que programas de exercícios supervisionados são mais efetivos do que programas não supervisionados em aumentar a distância percorrida. Devem ser realizados em uma intensidade que desencadeie os sintomas (escore 1 na escala de dor em claudicação) em 3 a 5 minutos, interrompendo a caminhada se os sintomas se tornarem moderados (escore 2), repousando até os sintomas desaparecerem e então retornando a caminhar. O programa de exercícios deve ser de 30 a 60 minutos de exercício e descanso por sessão, de 3 a 5 vezes por semana , por no mínimo 3 meses.
Caso #6 Exercícios para Claudicação Intermitente
APRESENTAÇÃO DO CASO
O Sr. Phillips é um paciente de 61 anos, foi hospitalizado após apresentar episódio de pés frios. A angiotomogradia demonstrou uma oclusão de uma ponte (bypass) arterial prévia, e o Sr. Phillips foi tratado com imediata trombectomia do local e endarterectomia da artéria poplítea direita.
Acima o Sr. Phillips, momentos antes de dar entrada no hospital
Antes de atender o Sr. Phillips, a fisioterapeuta leu atentamente o prontuário com atenção especial a História Patológica Pregressa, a qual inclui Doença Arterial Coronariana (DAC), Infarto do Miocárdio (IM), além de fatores de risco para eventos cardíacos (hipertensão e hipercolesterolemia) e da medicação, a qual incluía beta bloqueadores. Na anamnese, a fisioterapeuta confirmou que o Sr. Phillips não sentiu angina desde o episódio de IM.
Utilisando guidelines de exercícios submáximos, o fisioterapeuta determinou que ele deveria interromper a atividade caso a frequência cardíaca do Sr. Phillip excedesse 85% de sua frequencia cardíaca máxima ou se sua  taxa de esforço percebido (TEP) exceder 14 . Pelo fato do Sr. Phillips estar recebendo uma dose ininterrupta de beta-bloqueadores, a fisioterapeuta optou por calcular a freqüência cardíaca máxima utilizando a fórmula: 164-0,7x(idade).
Em sua primeira caminhada supervisionada, o Sr. Phillips queixou-se de dor nas panturrilhas (esquerda mais intensa do que a direita) e parou de andar depois de 15 metros. Ele também se queixou de dor na região poplítea direita, mas este não era um fator limitante para a caminhada. O objetivo com o Sr. Phillips era andar 152 metros sem ter que parar. As respostas hemodinâmicas, incluindo freqüência cardíaca (FC), pressão arterial (PA), e TEP, foram monitoradas durante a atividade.
Como a fisioterapeuta aplica os resultados da revisão Cochrane ao Sr. Phillips?
A fisioterapeuta que atende o Sr. Phillips está ciente que um programa de caminhadas é benéfico para pacientes com DAC. Entretanto, sua dúvida é se o Sr. Phillips seria um bom candidato para um programa de exercícios supervisionados. Desta forma, usando o formato PICO (Paciente, Intervenção, Controle e Desfecho – para maiores informações sobre o PICO, clique AQUI), ela fez a seguinte pergunta clínica: Em um homem de 61 anos de idade, com trombectomia e endarterectomia de membros inferiores, um programa de exercícios supervisionados seria capaz de aumentar a distância caminhada ?
Ela realizou uma busca na literatura e determinou que a Revisão Sistemática de Bendermacher et al. forneceu informações relevantes para responder a sua pergunta. Apesar de 5 dos 8 estudos incluídos na Revisão Sistemática investigarem pacientes com CI estável sem cirurgia recente, a fisioterapeuta concluiu que isso não impediria a aplicação dos resultados ao caso do Sr. Phillips.
A cirurgia recente do Sr. Phillips não impediu ou limitou o exercício. Os estudos incluídos na revisão examinaram os efeitos de um programa de caminhada supervisionada, muitos deles de caminhada em esteira, em comparação com um programa de caminhada não supervisionada. O desfecho primário dos estudos era a distância máxima de caminhada, o qual também era o objetivo de Phillips. Com base na Revisão Sistemática, a fisioterapeuta recomendou um programa de caminhada supervisionada para o Sr. Phillips. No segundo dia pós-operatório, Phillips foi instruído quanto ao uso da Escala de Avaliação de Claudicação de Dor e foi capaz de andar 24 m em velocidade escolhida por ele mesmo em 68 segundos antes de sentir dor grau I, e mais 6 m em 12 segundos antes de sentir dor moderada. As resposta hemodinâmicas foram monitoradas, e os valores de interrupção não foram ultrapassados.
Importante notar que a resposta hemodinâmica não foi o fator limitante para o exercício e portanto a intensidade, tempo e tipo de prescrição de exercícios foram baseados na literatura que dá suporte ao uso de exercícios na CI (do contrário deveriam considerar a disfunção hemodinâmica). Nas sessões seguintes, a fisioterapeuta solicitou ao Sr. Phillips que diminuísse o ritmo de caminhada na tentativa de manter a caminhada por 3 a 5 minutos antes do início da dor moderada. Ciclos de exercício e descanso foram repetidos conforme tolerância, com uma meta de longo prazo de 30 minutos de caminhada. De acordo com os 2 guidelines para CI, a frequência de sessões deveria ser de 3 vezes por semana (TASC II) e de 2 a 5 vezes por semana (AHA / ACC). Com base na literatura para pacientes com CI e para pacientes com história de DAC, a fisioterapeuta recomendou que o Sr. Phillips caminhasse 5 vezes por semana.
Os resultados do atendimento do Sr. Phillips foram semelhantes aos descritos na Revisão Sistemática?
Nove dias após a cirurgia, o Sr. Phillips era capaz de deambular 41 m antes de iniciar a dor moderada. Ele foi capaz de alcançar esta distância com ciclos de exercício e descanso com duração de cerca de 4 minutos. No momento da alta hospitalar, o Sr. Phillips estava motivado para seguir seu programa de exercício supervisionado em acompanhamento ambulatorial. Ao final de 3 meses, o Sr. Phillips havia alcançado seu objetivo de andar 152 m (500 pés) sem parar. Ele continua a progredir o seu programa de caminhada com o objetivo de caminhar de forma intermitente por 45 minutos na maioria dos dias da semana.
O que pode ser aconselhado com base nos resultados dessas revisões sistemáticas?
As conclusões da revisão Cochrane por Bendermacher e cols. indicam que pacientes com CI se benefciam de um programa de exercícios supervisionados em termos de distância percorrida. Embora os pacientes com CI tenham muitas vezes co-morbidades que limitam a tolerância ao exercício, estas co-morbidades, muitas vezes não impedem a participação em um programa de exercício seguro e eficaz.
Fisioterapeutas devem prescrever um programa de exercícios individualizados considerando os objetivos do paciente, comorbidades e resposta ao exercício. Após a conclusão de um programa de caminhada supervisionada as estratégias para aumentar a longo prazo a participação num programa domiciliar de caminhada devem ser incorporados.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Acabou a moleza

É . . . acabou.
Hoje é meu último de dia de folga . . .
Amanhã começa pra valer. Acabou aquele negócio de acordar tarde, e dormir cedo. A partir de amanhã não terei mais noite de sono bem dormida, nem almoço sem correria; isto é, se houver o que almocar.
A patir de amanhã não tenho mais vida própria, pois a partir de amanhã minha vida pertence a mais popular de todas as festas.

Amanhã, eu simplesmente serei do carnaval.
 . .. prometo que volto vivo . . .

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Miótomos, memorize dançando o novo Hit do carnaval: A Dança dos Miótomos

Saudações Fisionautas,

Há pouco mais de um ano atrás eu escrevi uma postagem sobre os dermátomos do corpo humano. Na época, a minha intenção era escrever logo em seguida uma postagem sobre os miótomos. Mas fui deixando pra depois e acabei nunca escrevendo (#^_^#).
Pois é galera, nunca é tarde demais para se arrepender e cá estou eu apresentando a continuação da postagem e com uma novidade: memorize os miótomos em ritmo de carnaval ! Isso mesmo! Vai ser o novo Hit do verão!
A dança dos miótomos!
Mas antes que tal relembrar um pouco de Neuroanatomia:
Aprendemos que os nervos espinhais são formados a partir das raízes nervosas posteriores (sensitivas) e anteriores (motoras). Um Bizu para nunca esquecer qual é qual, é lembrar que o motor do carro fica localizado na parte anterior; então a raiz anterior é a raiz motora ! ! ! !
Pois bem, um miótomo é justamente o conjunto de músculos que recebe inervação de um mesmo par de raízes motoras.
Cada raiz motora tem seu músculo indicador próprio, de modo que a lesão da raiz pode ser diagnosticada pela redução da força muscular, diminuição dos reflexos tendíneos (quando for possível avaliar) ou pelo exame de eletroneuromiografia.
A avaliação dos miótomos é feita por meio do exame de força muscular, o chato é que você precisa saber qual músculo corresponde a qual raiz. Para isso ajuda memorizar as tabelas abaixo.

Miótomos do Membro Superior

Miótomos do Membro Inferior


ou...
Aprender a dança dos Miótomos!!!!!!

Enquanto eu estava pesquisando para escrever esta postagem me deparei com uma série de vídeos no youtube com coreografias que servem pra memorizar os miótomos. Achei a idéia muito legal, o único problema é que as coreografias são meio chatas... sabe como é né, assistir gringo dançando é uma coisa meio vergonha alheia ( exceto a Beyoncé, é claro)  !!! (#*.*#) !!! .
Assim, aproveitando o carnaval, resolvi além de divulgar os videos com a dança dos miótomos, também lançar o primeiro concurso cultural do Guia do Fisioterapeuta! Faça você mesma sua dança dos miótomos!







AGORA VOCÊS VÃO VER QUE NADA É TÃO RUIM QUE NÃO POSSA PIORAR...

... E PIORAR E PIORAR!!!! ESSAS AQUI PELO MENOS TIVERAM O BOM SENSO DE ESCONDER O ROSTO HAHAHAHAHAHA!!!!!

É isso mesmo galera, tenho certeza que o gingado brasileiro vai deixar esta dança dos miótomos legal. Escolham bem a trilha sonora, criem sua coreografia, postem no youtube e deixem o link nos comentários desta postagem para eu poder compartilhar com os outros leitores.  Vocês estarão ajudando um monte de estudantes a memorizar os miótomos de um jeito divertido
Hasta la vista

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Ausculta Pulmonar. Você está ouvindo bem ?

Olá Fisionautas,
Um amigo me enviou o link para a página do “Programa Educacional em Ausculta Torácica” da UNIFESP (clique AQUI para acessar). Um site muito legal e que vale ser compartilhado. Nesta página é possível ouvir os sons cardíacos e pulmonares normais e anormais, além de uma breve descrição do significado de cada ruído.
Como de costume, decidi fazer uma pesquisa sobre sons pulmonares para enriquecer um pouco mais a postagem. Mas eis que logo de cara me deparo com um fato surreal: Existem vários trabalhos nacionais e estrangeiros chamando a atenção para a falta de padronização da terminologia dos sons pulmonares ! ! !  
Confesso que esta notícia me deixou ao mesmo tempo perplexo e contente, pois eu achava que tinha algum problema auditivo ou que fosse meio retardado pois nunca consegui perceber a diferença que existe entre estertores crepitantes, subcrepitantes e estertores finos. ( ^_^ )
Na imagem acima, um grupo de eminentes especialistas em reunião para decidir se o ruído adventício do paciente é um estertor crepitante, bolhosos ou subcrepitante

Pois é galera, existe uma verdadeira Torre de Babel quando o assunto é sons pulmonares. A preocupação com a falta de padronização é antiga. Encontrei um artigo de 1998 com o curioso título. “ A confusa nomenclatura da ausculta pulmonar brasileira.” (J Pneumol 24(3) – mai-jun de 1998 -  clique AQUI para download) que já abordava este problema.

A título de curiosidade:
Neste trabalho foram listados 10 tipos diferentes de estertores: (estertores simples, crepitantes, subcrepitantes,finos, grossos, bolhosos, inspiratórios, de médias bolhas, de finas bolhas, e grossos inspiratórios), todos citados em publicações nacionais entre 1985 e 1997. A amostra é meio antiga, porém um trabalho mais recente chamado “Terminologia da ausculta pulmonar utilizada em publicações médicas brasileiras, no período de janeiro de 1980 a dezembro de 2003” (clique AQUI para download) revela que a confusão provavelmente se estende até hoje.

Essa variedade de descrições, sem critérios claros de definição e sem referência bibliográfica não só torna a descrição da ausculta pulmonar subjetiva, como também dificulta o ensino acadêmico. O que nos leva a perguntar em alto e bom som:
E AÍ,  TEM JEITO ? ! !  

Talvez. . .
Em 1985 foi realizado em Tóquio o International Symposium on Lung Sounds. Neste simósio, foi proposta a divisão dos sons adventícios em apenas dois grupos: ruídos contínuos (sibilos e roncos) e ruídos descontínuos (estertores finos e grossos) Mikami R, Murao M, Cugell DW, Chretien J, Cole P, Meier-Sydow J, et al. International symposium on lung sounds. Synopsis of proceedings. Chest. 1987;92(2):342-5. (clique AQUI para download)
Agora facilitou, né? Apenas 4 ruídos adventícios e para o meu alívio, com apenas dois tipos de estertores! \o/ \o/ \o/ \o/. Apesar de já se terem passado mais de vinte anos, a padronização mundial ainda não colou. Mas essas coisas levam tepo mesmo...
Na minha opinião, o mais importante desta postagem é saber que a identificação dos sons pulmonares é importantíssima mas existe um carnaval de descrições sendo utilizadas sem nenhuma padronização, e que se você não consegue identificar todos os subtipos de sons pulmonares você é uma pessoa normal.

Valeu galera, imagino que esse tema possa gerar alguma polêmica. Aguardo comentários (educados, por favor)

Se você quiser ter acesso a mais sites com sons pulmonares, acesse:
http://www.concursoefisioterapia.com/2011/11/sons-pulmonares-ausculta-pulmonar.html

http://www.blackbookdopina.net/2009/02/sons-cardiacos-pulmonares-mp3.html

Tem também dois mini-cursos online em inglês bem legais.
http://www.easyauscultation.com/course-contents.aspx?CourseID=201
e
http://www.easyauscultation.com/cases.aspx?CourseCaseOrder=1&CourseID=202
Não falar inglês não é desculpa. As instruções estão por escrito - google translator nelas. 

é isso aí galera
Hasta La Vista